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sexta-feira, 12 de março de 2010

Ciúmes de você?



Eu tenho certeza que os ciúmes é um sentimento criado pelo demônio. CER-TE-ZA!
Oras, quem mais adora ver as pessoas raivosas, com ódio no coração e disparando veneno para todos os lados? Disse todos os lados? Ok! Ok! Não para todos os lados, até porque precisamos concentrar a dose para garantir que a pessoa que provocou a nossa ira morra – senão ela, morre você, o seu relacionamento e tudo de bom que você levou dias, semanas, meses, anos plantando. Que morra ela, então!

Percebeu? É isso que acontece quando você, mocinha, resolve dizer ao seu amigo o quanto ele é lindo, maravilhoso, o “amor da sua vida”, um “Guti-Guti”. É esse sentimento maldito que você irá despertar, e para o inferno que vocês se conhecem desde a época em que os meninos não gostavam das meninas. Hoje eles gostam, ok? E muito! Disse MUITO! Favor não chegar muito perto! Obrigada!

Sinceramente, eu realmente acredito que existe amizade entre homens e mulheres. Eu mesma defendo com unhas e dentes as minhas amizades masculinas e, apesar de não ter a menor intenção de pegá-los novamente, tenho plena consciência que sou minoria nesse universo.

A questão é a seguinte:

Sempre que eu digo a alguém que um dos meus melhores amigos é homem, logo recebo aqueles olhares desconfiados e não demora me perguntarem: “vocês já ficaram?”

“Não!”
“Então, dá mole para ele para você ver se ele não te pega!”
“Qual o seu problema? Ele é meu amigo! Eu não vou dar mole para o meu amigo!”
“Mas, se der, ele pega.”

Bom, eu sei que não vou dar mole para o meu amigo. Eu confio em mim. Agora, quem me garante que as amiguinhas do meu/seu/nosso (ui, delícia!) peguete/namorado/noivo/marido/amante, wherever, fará o mesmo? Exatamente! Ninguém!

E mulher quando resolve ser competitiva... voticontá... Cobras! Vacas! Gremlins! Se bobear, elas dão em cima do carinha bem debaixo do seu nariz, só para provar que se elas quiserem, você dança. Sabe o que é ainda pior? Fazem isso por pura diversão, apenas pelo prazer do jogo. É maquiavélico!

É só você pensar em quantas mulheres tiveram o desprazer de ver os seus ex ficando/namorando com alguma mocinha que dizia ser sua amiga. Ou, pior, que dizia ser amiga dele. Aquela que ele desdenhava dizendo que não achava interessante. E você, gata, acreditou!

Se você quer saber, sou ciumenta. Minha única e tênue ligação com o inferno. Nunca tive dom para ser Santa mesmo. Viver na desconfiança pode até ser um tormento, mas não vou entregar o meu paraíso de bandeja para uma diaba qualquer.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

As orelhas que me pesam


Já tive ângulos melhores...

Eu não sou do tipo que acredita em contos de fadas. Na maioria das vezes, não me arrisco sem estar ciente que dou conta de encarar a situação. Mas, excesso de confiança e um par de olhos verdes fizeram todas as minhas convicções parecerem utopia.

Há tempos eu não conhecia ninguém que despertasse a minha atenção. Eu já tinha até desistido dessa história de me apaixonar e ser feliz para sempre. Estava começando a avaliar as opções que me sobrava e tinha decidido que me tornar uma workaholic era a alternativa mais apropriada. Até que um cafa daqueles simplesmente rouba todos os meus planos e me deixa na saudade, literalmente.

Caí na tentação consciente de que seria apenas uma noite muita divertida. E foi. E eu comecei a desconfiar que tinha sido vítima da minha própria armadilha quando eu acordei lembrando do seu beijo docemente ardente. Mantive a calma e pensei: ok! foi bom e é natural que eu leve algumas horas para abstrair a história.

Mais tarde, quando fui lavar a roupa que havia vestido, um sorriso me despertou para um terrível pesadelo ao perceber que a blusa ainda tinha o cheiro dele. Epa, Epa, EPA! Sinal vermelho ligado e um letreiro gigante escrito PERIGO começa a piscar bem a minha frente.

Mas, eu logo pensei que estava me preocupando demais. Afinal, cafas não ligam no dia seguinte, não mandam sinais de fumaça em menos de uma semana (quando mandam) e, definitivamente, eu estava em um terreno seguro. Mas, eis que a vida é uma caixinha de surpresas... E quando a gente menos espera, chega um torpedo.

Já almoçou?
Estava esperando um convite... ;-)

Acabei de acordar, passo aí em 30 min. Bjo.


E ao invés de dar pulinhos de alegria, entrei em pânico e repassando cada detalhe da noite anterior, fiquei imaginando o que eu havia feito para aquele cidadão querer sair comigo de novo. É caros leitores, tenho a autoestima do tamanho de uma ervilha. Não sei o que eu fiz de certo (ou de errado), mas a verdade é que os torpedos chegavam quase todos os dias, e os fins de semana eram preenchidos por uma euforia devastadora. Quase apaixonante.

Foi, então, que para ser esperta, eu tomei a atitude mais burra já constatada no universo das comedoras de capim: eu me afastei... por medo! Eu simplesmente tinha a convicção de que aquilo era perfeito demais para ser verdade e não quis arriscar. Estava tão segura de que estava pisando descalça em brasa quente que não havia a menor possibilidade de eu sair daquela situação sem me machucar.

Sim, fui covarde. Tive medo de me envolver, daquilo virar um relacionamento, e não porque não quisesse um, mas por não estar segura que isso me faria bem.

Foi difícil lidar com essa (inusitada) situação. Eu só conseguia pensar em como seria maravilhoso se eu tivesse passado mais tempo com ele, como eu precisava sentir tudo aquilo novamente, em como eu adorava a forma como ele me olhava, o jeito sutil com que me acariciava, as bobeiras que a gente compartilhava... E como eu ficaria se eu pudesse... se ele quisesse... se desse...

Mas, eu ainda carrego as orelhas que não me deixam esquecer que “Mulé é um bicho burro mermo” e enquanto capim não virar caviar eu vou continuar pastando.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Em nome do amor?!

Dia desses, lendo as notícias, eu fiquei estarrecida com duas notícias intituladas, indevidamente, como “Prova de Amor”, como se fosse possível provar o amor de alguém. Talvez por isso chamam essas provas de loucuras, afinal, só sendo insano para cometer barbaridades em nome do amor.

No primeiro caso, uma mulher de 39 anos fugiu com um homem que tinha acabado de conhecer, literalmente, para viver sua grande história de amor. Além dessa jovem senhora ter deixado a família desesperada por 5 dias devido ao seu sumiço, ela teve a disparidade de dizer que para viver ao lado do “homem da sua vida” valia qualquer coisa.

O “homem da vida” dessa mulher era um assassino com quem ela havia flertado por alguns minutos na estação de metrô. 7 dias depois de terem trocado o primeiro beijo, ela concluiu que ele era mais importante do que sua filha, família, emprego, casa e carro. Abandonou tudo por alguém que disse o que ela queria ouvir.

Sinceramente, eu acho possível se apaixonar em um primeiro olhar, mas acreditar em “amor bandido”? Será que ela pensou que poderia ser personagem de uma das novelas de Manuel Carlos? Será que ela andava tão carente a ponto de confiar sua vida a um estranho? Será que o amor exige esse tipo de risco?

O segundo caso me deixou ainda mais perplexa. Uma mulher traída pelo seu marido impôs como condição do seu perdão a morte da amante. E foi assim que uma moça de 24 anos perdeu a vida. Não estou defendendo a traição, nem me interessa as razões que os levaram a manter um relacionamento, não estou aqui para julgá-los, mas a morte não é uma pena severa demais para uma pessoa que cometeu o erro de se envolver com um homem casado?

E por que ela teve que morrer quando era ele quem tinha um compromisso? Oras, eu já fui traída e sei que no fundo queremos culpar a outra (detesto essa conotação) pela traição do nosso parceiro, mas, francamente, se ele realmente amasse sua mulher teria dito: “sinto muito, mas eu amo minha esposa e não vou magoá-la”.

Tenho medo quando penso do que as pessoas são capazes, principalmente, quando dizem que é “por amor”. O amor não mata, não condena, não machuca. Pelo contrário, o amor perdoa, protege, cuida. Amor é incondicional, não vem atrelado a provas. O amor é doação e não submissão. É estima e não covardia.

Para ser amado, você primeiro precisa se amar. Se olhar no espelho e enxergar o quanto você é única(o) e especial, e se quem está ao seu lado não é capaz de reconhecer isso, então, você também não deveria amá-lo. O amor não vem do outro, está dentro de nós, é por isso que somos capazes de amar qualquer pessoa, a qualquer momento, desde que você se permita a isso.

Como dizia o poeta, "você não pode exigir o amor de ninguém, apenas pode dar boas razões para que o amem. Só porque alguém não te ame como você gostaria não significa que não te ame com tudo que pode", então, não exija provas e não acredite quando alguém diz que pode dá-las a você. O princípio do amor é a confiança, se você já perdeu, não pode perder mais nada.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Solteira, sim?!


Eu sempre costumo dizer que difícil não é ficar sozinha (o). Difícil mesmo é namorar.

Ficar sozinha (o) é simples: você vai aonde quer, chega quando quer, bebe o que quer, come quando tem vontade, beija quem quiser, dar para quantos merecer e vai seguindo, fim de semana após fim de semana, sem ter a preocupação de dar satisfação da sua vida. Porque nesse estágio você ainda pode chamar sua vida de sua.

Agora, arrume um namorado (a) e prepare-se para as concessões. É claro que existem inúmeros pontos positivos em um relacionamento. Mas, a verdade é que abdicar das suas preferências, fazer a vontade do outro, suportar as investidas alheias, aturar as discussões tolas que invariavelmente se tornam homéricas, e todas aqueles rituais de um relacionamento é um tanto quanto sacrificante.

Por favor, entenda: não estou dizendo que é melhor ficar solteira. Estou dizendo que é mais simples. E é por ser tão fácil que a solidão vicia. Pessoas que ficam solteiras por muito tempo perdem o interesse ou paciência de encontrar alguém. E quando encontram, estão tão confortáveis às suas regras que simplesmente não conseguem abrir espaço e permitir que outra pessoa compartilhe da sua companhia.

A solidão só incomoda no início. Depois que se aprende a conviver consigo mesmo, ela se torna tão conveniente que você começa a ter medo de se apaixonar.

Esses dias uma amiga terminou um namoro de pouco mais de um ano. Como se não bastasse o sofrimento que ela estava passando por ter que enxergar o fim prematuro do seu “felizes para sempre”, ela teve que engolir a reviravolta do cidadão que em menos de um mês já estava conhecendo outras pessoas, digamos, mais profundamente. Eu nunca estive mais feliz na minha vida do que naquele momento. Por favor, eu não estava me deliciando com a desgraça alheia, longe disso! Eu estava com tanta pena dela que mal conseguia esconder a minha satisfação em não ter que passar por isso, de novo.

Ficar sozinho não é só bom, é necessário. É um tempo exclusivamente seu, para ser destinado ao seu autoconhecimento. Quando você está sozinho pode avaliar melhor o que acha certo e errado, ou que admira e o que critica, o que te faz bem e o que te faz mal, o que você precisa ou não para ser feliz. E, me desculpe a prepotência, mas não existe a menor possibilidade de descobrir isso engatando um namoro em outro.

Eu não acredito que as pessoas possam fazer outras pessoas felizes. Acredito que quando estamos felizes, somos capazes de dividir a nossa alegria com outras pessoas, e essa reciprocidade faz parecer que é a outra pessoa que está nos causando o sentimento. Quando você começa a perceber que é capaz de ser feliz sozinho, fica imaginando um motivo maior para escolher entrar em um relacionamento. É nesse momento que escolher a solidão parece ser a opção mais viável. Parece. Não se engane: carinho e afeto são imprescindíveis a natureza humana tanto quanto comer, beber e respirar.

É impossível passar uma vida inteira sem ter tido pelo menos uma decepção amorosa. Permita-se ter o tempo necessário para se refazer, se perdoar e se livrar dos ressentimentos. Passado, seja forte o suficiente para encarar uma nova paixão. Com o tempo a gente aprende, principalmente, que não é preciso um rótulo para se viver uma história. E que estar solteiro é só um termo que não invalida as suas perspectivas, esperanças, sonhos ou promessas de amor.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cafas: por que não eles?

Ai, os cafajestes. O que seriam das mulheres sem esses seres repugnantes e incrivelmente fascinantes. Sim, os cafajestes. Aqueles que te fazem sofrer, chorar e jurar que você nunca mais se envolverá com ninguém. Aqueles que um dia depois de ter levado você aos céus, a jogará no inferno sem direito a uma breve estadia no purgatório, sem direito a misericórdia.

Eu desconfio que os cafas são tão atraentes porque eles desafiam a nossa natureza competitiva. É muito mais prazeroso dizer que o cafa está no seu pé há semanas do que dizer que aquele carinha fofo não desencana. Obviamente, porque para cada cafa existe, no mínimo, outras duas rivais. Conquistar o cafa é vencer todas elas sem descer do salto agulha.


Você pode até resistir, mas por que faria isso?

Os cafas são predadores perfeitos, sempre prontos para atacar. E o que eu acho mais incrível é que a natureza simplesmente age a favor deles. Cafas são incrivelmente lindos, tem uma voz sedutora, são atenciosos, divertidos, inteligentes. Os cafas ouvem a mulher e lembram dos assuntos conversados posteriormente, só para que ela se sinta confiante. Os cafas sabem como segurar uma mulher, envolvê-la nos braços, aconchegá-la em seu peito. Os cafas ligam no dia seguinte, eles olham nos olhos e sabem o momento exato de beijar. Aliás, os cafas não beijam, eles avançam até um limite tentador para que nós os beijemos.

Confesso que entendi arte que existe em ser um cafa depois que descobri que os homens poderiam ser os melhores amigos de uma mulher. Ah, isso é outra coisa que as pessoas ignoram: eles são fiéis aos seus amigos, mesmo que elas sejam mulheres. Se um cafa tem consideração por você, ele não vai poupá-la de todos os detalhes sórdidos de sua vida, irá apresentá-la a um mundo totalmente obscuro, habitado por mulheres recalcadas. Dizem as más línguas que os cafas foram os responsáveis pela revolta das mulheres que na década de 60 assumiram uma postura feminista diante do mundo, queimando sutiãs em praça pública.


As promessas de um cafa podem revolucionar o mundo!

Por favor, não confunda um cafa com um pegador. Cafas podem ser pegadores, mas os pegadores jamais serão cafas. Pegadores são meros aspirantes: impressionam pelo visual, têm a pegada, mas são broxantes quando abrem a boca. Em geral, pegadores servem para fim de festa e, invariavelmente, recebem telefones errados. Fato!

Eu realmente nunca pude culpar um cafa por falsas promessas. Até porque, depois de anos fazendo parte do convívio deles, acho que já consigo reconhecer os sinais. O que eu costumo dizer é o seguinte: mulheres são iludidas por natureza, é incorrigível essa nossa habilidade de fantasiar finais felizes. Então, pra quê temer o cafa? É mais provável que você se decepcione pelo excesso de expectativa do que pelo moço, propriamente dito.

Se acontecer de um cafa entrar a sua vida, relaxe e curta o momento. O máximo que pode acontecer é você precisar sufocar a saudade com algumas barras de chocolate.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Respeitável Público

Sabe o que eu acho péssimo? Quando os homens tentam nos convencer que somos loucas.

Você está no meio de uma discussão ocupada em explorar todos os argumentos cabíveis, desenterrando todas aos acusações que a memória é capaz de oferecer no momento, e o cidadão de repente solta um “Você é louca!”.

Coooomo assim????

Isso, sim, é um espetáculo que merece ser assistido...

Que mulher é meio confusa e vive fantasiando situações, eu não nego. Mas, nos acusar de insanidade mental para não ter que justificar a cara de pau é muita baixaria.

Esses dias, aconteceu uma situação muito bizarra. Tinha um Churupita que achou a minha cara de pudim e resolveu me cozinhar em banho-maria por, nada menos, que 5 meses. Sim, eu tenho paciência. Até que um dia, eu resolvi apostar alto e mostrar ao projeto de homem que é preciso honrar as calças que veste:

-  Vai fazer o que hoje?
-  Vou sair com minhas amigas.
-  Poxa, pensei em te levar para comer num japa, talvez.
-  Ótimo! Convite aceito. Saio com minhas amigas outro dia.
-  Hein?
-  O quê?
-  Você bebeu?
...
-  Você não iria sair com suas amigas?
-  Ué, mas tem 5 meses que você diz que quer sair comigo e eu sempre tenho planos. Hoje, o plano é aceitar o seu convite.
-  5 meses? Agora, você tá tentando me convencer de coisas que eu nem me lembro.
-  Você não se lembra que tem 5 meses que você me faz essa pergunta todas as sextas-feiras?
-  Agora, você está exagerando só para tornar mais verídico o que você tá falando, né?
-  Você está insinuando que eu estou inventando isso para quê?
-  ...
-  A gente tá discutindo?
-  Eu não, você que é louca!

1,2,3,4,5,6... Aaaaaaiiiimmmm!

-  Olha , aqui, se você não tem um pau digno de ser apresentado, ok! Eu até perdoo porque disso você não tem culpa, mas não justifica montar um circo só porque eu aceitei um convite que você me faz há 5 meses. E, por favor, na próxima vez que você resolver fingir que é macho use uma dessas desculpas esfarrapadas. Assim, pelo menos, você garante a fama de canalha. É bem melhor do que a de broxa!

Desculpa, quebrei o salto. Mas, sinceramente, eu mereço. É claro que eu preciso de alguma coisa para me irritar e causar algumas rugas. Não posso ser essa pessoa satisfeita o tempo inteiro, feliz com a família sempre presente, com os grandes (e melhores) amigos, exercendo a profissão que ama, morando no lugar que escolheu, independente, comendo e dormindo a hora que dá vontade e ainda tendo a audácia de usar uma bolsa Prada. Tá, eu não uso uma bolsa Prada. Não original.

Obviamente, minha vida sentimental tinha que ser uma comédia, aliás, uma comédia pastelão. Se não fosse assim, qual seria o drama em achar graça nas loucuras do dia-a-dia?


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cansei de ser sozinho!

É claro que você ouviu falar do manifesto dos solteiros que aconteceu em São Paulo. Sinceramente, foi a coisa mais patética que eu vi acontecer. Mais pareceu um monte de gente a toa, que não sabe aonde enfiar a cara de pau que carrega, ansiosos para aparecer na Globo. Plim. Plim.


Oi, se eu te der meu telefone você me liga?  (Foto: Patrícia Araújo/G1)

Que o mundo anda muito carente, ninguém duvida. As pessoas adoram gritar o quanto são livres, mas detestam ser livres o tempo todo. A verdade é que toda essa solidão é fruto de mundo cada vez mais egoísta. Desculpa, falei!

Queremos alguém do nosso lado, mas não queremos abrir mão das nossas prioridades para construir uma relação. Claro que exigimos que o outro faça isso por nós. Afinal, quem está interessado tem que fazer por onde, certo?! Aham, certíssimo!

Por que estamos sempre esperando que alguém ligue? Ligue você. É você quem está esperando uma ligação. Então, vem o medo de parecer fácil demais, e todo mundo sabe que ninguém dá valor ao que é fácil.

E quando o problema não é a falta de interesse, mas de tempo? Logo, alguém nos aconselha a não abrir mão dos nossos compromissos, afinal, se fizermos isso uma única vez, teremos que fazer sempre porque o outro ficará mal-acostumado.

Queremos parecer independentes, no entanto, estamos sempre buscando segurança. Temos medo da decepção. Temos medo de investir em um relacionamento sem futuro, como se fosse possível prever o futuro de qualquer coisa. Gostamos tanto da comodidade de uma vida vazia que a menor possibilidade de perder o controle das nossas emoções, fugimos. Sabotamos aos nossos próprios interesses enquanto fingimos satisfação em voltar para casa, noite após noite, sozinhos.

O que eu não entendo é porque essas pessoas que conseguem sair às ruas com um cartaz a mão escrito “CANSEI DE SER SOZINHO!” não têm a coragem de mudar. Mudar de atitude, mudar o olhar, mudar o pensamento. Muito fácil dizer que as pessoas não querem compromisso, quando elas próprias são incapazes de assumir um. Fácil se isentar da responsabilidade de não fazer nada além de manter o status “solteiro” no orkut.

Difícil mesmo é dar o primeiro passo. É acreditar que dá para ser feliz com alguém que não carrega a perfeição como principal característica. Difícil é entender que as pessoas erram, mesmo quando estão tentando dar o seu melhor. Compreender que nem sempre será bom, nem sempre será apenas sorrisos, haverá os momentos de tédio, de dor, de lágrimas, e ainda assim, resistir à tentação de desistir. 

Ninguém está preparado para suportar a aflição de encarar os próprios erros. E são nesses momentos que, muitas vezes, precisamos de alguém. Queremos ser compreendidos, apoiados, queremos alguém para nos amar incondicionalmente. Sinceramente, não é impossível ser feliz sozinho, mas descobrir isso pode ser ainda mais sofrido. 


terça-feira, 28 de abril de 2009

Coisas de Mulherzinha



Sério! Hoje eu vi uma Berinjela Anônima.
Juro que pensei que ela estava fazendo uma greve na Horta e, se não me engano, estava acompanhada de um Repolho. Meldels, o que colocaram na comida dessa gente? Tenho uma sugestão coco, só pode!

O pior é que eu não conseguia parar de olhar aquele ser-vegetal. Tentei obrigar meus olhos a mudarem de direção, mas eles se recusavam. Ficavam me condenando por eu querer perder a diversão gratuita.


Oi, Bom-senso?! Prazer!



Tudo bem que berinjela é a cor da estação. Acho lindo. Acho que fica bem em quase todo mundo (inclusive nos homens), mas daí sair de casa usando vestido, meia, sapato, bolsa, brincos E relógio é, realmente, um tanto quanto exagerado. Desculpa, se a intenção dela era causar horror, conseguiu. Para todos os (d)efeitos, acho que existem piores.

Já viu gorda usando babado? Que é?! Eu posso falar de gordas, já fui uma e tinha um apelido muito carinho de toucinho (sem gorduras trans, claro!). É medonho. Praticamente um bolo de casamento. Tão ruim quanto é quando elas inventam que ficam óteeemas em uma sobreposição. Hellllllooooooo?! Sobreposição só fica bem para mulheres magras!

E só para equilibrar, vamos sapecar as magrinhas (sem pornografia, hein?!). Pense em uma mulher magra, mas aquelas magras de ruim, tipo combinação pele x osso. Agora, vista-a com uma calça de justa (stretch) e uma blusa de lycra, para arrematar, sandálias altas de tiras finas. Gostou? Lógico que não! A pobre coitada só consegue parecer mais magra do que elas realmente são.

Quer andar na moda? Então, por favor, tenha bom-senso. Chique não é vestir o que está nas passarelas, é vestir o que valoriza o seu corpo. Se você é magrinha, abuse das pantalonas, das batas, dos vestidinhos curtos, oras, você pode! E, pela Minha Nossa Senhora Protetora das Modelos Convictas, não estou dizendo que você tem que sair parecendo um balonê.

Agora, se você está mais para o estilo mulher-fruta, aproveite que você é a moda. Esqueça todas as cores, acessórios e essas extravagâncias que só vão te dar mais volume. Faça as pazes com seu guarda-roupa e abuse do que você tem de melhor.

A palavra de ordem é equilíbrio. E já que estou com muito bom-humor, papel e caneta porque eu voticontá*:
  • Estampado em cima, neutro embaixo;
  • Acessórios definitivamente não precisam ser da mesma cor da sua roupa;
  • Pessoas mais cheinhas não devem usar cores berrantes (e, por favor, escondam seus umbigos, grata!);
  • E nem botas cano alto com calça stretch (3x argh!);
  • Pleaaaaaaaaaaaaase, gosta de verde, ótimo, só não exagera porque senão vai parecer um abacate (e isso serve para todas as outras cores);
  • Bolsas grandes não ficam bem em pessoas baixinhas;
  • Pernas grossas não ficam bem com saias muito curtas;
  • Mule é cafona;
  • Calça capri já saiu de moda;
  • O xadrez há de sair algum dia (mera opinião).


Do mais, para arrasar, mantenha-se informada, leia um bom livro e coloque em dia o seu acervo cultural. Não se esqueça de que nada adianta ter a cereja do bolo se o recheio estiver estragado.


Sucesso! =)


*Dicas extraídas da Revista Cláudia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Melhor não ser amada do que ser mal-amada

Eram umas 5h da manhã quando eu acordei ouvindo alguns gritos. Uma mulher chorava compulsivamente enquanto gritava: “Eu não vou embora! Eu não vou embora!”.

A princípio consegui conter a curiosidade, mas 20 minutos depois a gritaria continuava e eu resolvi ver o que estava acontecendo: um casal estava brigando. Ele tentava tirá-la do carro, e quanto mais ele forçava, mais ela gritava.

Lembro de ter ficado horrorizada, não pelo escândalo, afinal, eu não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, mas por conhecer intimamente aquela cena. Ele tentava acalmá-la dizendo que tudo iria ficar bem, que ela não precisava se preocupar e, logo, eles ligariam para a mãe dela. Ela, por sua vez, gritava ainda mais alto que não o queria mais. E foi nesse instante que eu a entendi.

Ela já tinha ciência de que não existia mais relação. Não havia amor, respeito ou qualquer outro tipo de afeto, no entanto, existia uma força maior dentro dela que a impedia de desistir, mesmo que ela quisesse. É como se ela pudesse “punir” o homem por tê-la feito abdicar do que era importante para ela, – amigos, costumes, comportamento, carreira - , mantendo o relacionamento.

Invariavelmente, a mulher é educada para casar e ter filhos. Ela pode ter uma carreira, ser bem-sucedida e independente, porém, a sociedade cobra uma família. Todas as vezes que ouvimos que “a mulher edifica a sua casa”, “a mulher segue o marido”, “a harmonia da casa é responsabilidade da mulher”, estão nos dizendo que o sucesso da relação é responsabilidade da mulher, e inconscientemente essas afirmações se tornam verdades e nos sentimos frustradas quando o relacionamento termina. A sensação é de que falhamos enquanto mulheres.

E já dizia o ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Por isso, uma doce senhora sentiu-se comovida com a situação e resolver ajudar chamando a polícia. O rapaz ficou tão irritado que com um golpe brusco tentou tirar a ex-namorada a força do carro. Obviamente, ela resistiu. Na tentativa de afastá-lo, ela deu um tapa na cara dele e ele a encheu de porrada.


Ela sabe como mostrar ao marido quem é que manda...


Do alto da minha janela, eu só rezava para a polícia chegar logo. Os gritos de “eu não vou embora” foram substituídos por “Para! Para!”. Ela já perdia a voz quando ele entrou no carro e arrancou. E eu não preciso ser nenhuma vidente para saber que eles devem continuar juntos e infelizes.

Ela já não deve mais sorrir, e deve ter vergonha do espelho. Ele deve acreditar que foi um ato isolado causado pela irritação que ELA o fez passar, provavelmente, isso não se repetirá. Eu não moro na periferia. E eles não são baixa renda.

Por mais absurdo que seja, isso é mais comum do que se imagina. A violência é fruto de uma geração que “aprendeu a não levar desaforo para casa”. Acreditamos que não estamos sendo vítimas de agressores quando somos empurradas em uma discussão. Somos xingadas e não percebemos o impacto que essa violência causa à nossa integridade física e mental. Tudo porque estamos acostumados com a banalidade da violência.

Fico enjoada quando ouço algum desgraçado dizendo que mulher gosta de apanhar. Realmente, as mulheres que “apanham” - fisicamente ou verbalmente -, são tão destruídas moralmente que perdem o amor-próprio, se condenam por terem perdido o controle da situação e, verdadeiramente, se recusam a acreditar que estão sendo violentadas. Para elas, sempre é um ato isolado. Sempre é uma reação à bebida. Ela é sempre CULPADA por tê-lo irritado. E nem adianta tentar nos avisar: não estamos cegas de paixão, estamos doentes.

Briguinhas bobas que culminam em ofensas e terminam na cama, aparentemente, temperam a relação. APARENTEMENTE. Preste atenção ao conteúdo dessas ofensas, eu mesma levei alguns anos para entender que “você é a pior coisa que já me aconteceu”, “larga de ser burra”, “você é um demônio dos infernos”, “aonde eu estava com a cabeça quando pensei em me casar com você?”, “some da minha vida” (...) eram pequenas doses de veneno.

Então, se você se identifica com qualquer situação semelhante, procure ajuda. Pode ser um amigo, um familiar, um psicólogo, um desconhecido. Não deixe um relacionamento acabar em ressentimentos, mágoas... raiva. Compreenda que se chegou a esse ponto, ambos precisam de ajuda para se recomporem, resgatarem o amor-próprio e, principalmente, redescobrir que a felicidade não se encontra no outro, mas em si mesmo. O importante é você estar ciente que o amor desperta o melhor que existe em você, e não o contrário.

quinta-feira, 26 de março de 2009

As cartas que eu nunca recebi

Talvez seja por um descuido meu, talvez sejam as consequencias de um mundo tecnológico, mas sinto as relações cada vez mais líquidas. E não por fluírem com facilidade, pelo contrário, elas parecem nunca terem se caracterizado uma relação para poderem se dar ao luxo de fluir.

Eu não sei bem quando um encontro foi substituído por uma visita ao orkut, mas tenho convicção de que é mais normal do que parece. Basta uma olhadinha básica e, pronto, foi-se a saudade, a curiosidade e qualquer chance de um contato. Se houver um pouquinho mais de disposição, quem sabe, você não é contemplado com um recado. E dê-se por satisfeito!

Sinceramente, esses canais virtuais são ainda mais depressivos que uma foto. Pelo menos, com a foto, existe uma lembrança, um momento, um vínculo. Uma página de orkut é só um layout na tela do seu computador, você é só uma foto preenchendo o espaço reservado aos amigos, e nada daquilo é real, sequer, tangível.

Lembro, em especial, de duas cartas que recebi na adolescência, quase simultaneamente (deve ter sido a passagem de um cometa que causou uma inspiração mútua... É a única explicação que encontro para tal acontecimento). A primeira chegou com 4 anos de atraso. Um antigo namorado enviou contando-me que o nosso término tinha servido para ele dar mais valor as coisas que possuía. Chorei, mas chorei muito ao lê-la. Não porque era apaixonada pelo rapaz, mas por ver sua letra trêmula no papel, por um pequeno coração que ele havia desenhado no canto da folha, quase imperceptível, pelo carimbo do envelope de Ouro Preto. Estava tudo ali, eu o reconhecia em cada detalhe daquela carta e chorei por ter sido feliz, por ver o carinho que ele tinha pela nossa curta história.

A segunda, chegou quase uma semana depois, era do meu exnamorado. Ao pegar o envelope, estremeci. Recordo perfeitamente como se tivesse acabado de acontecer. Ao abrí-la, uma folha frente e verso totalmente preenchida. Ele detestava escrever, não mostrava muito seus sentimentos, e para ele a condição “namorando” já era substancialmente uma prova de amor e, portanto, impassível de ser discutido. A carta começa assim: “Agradeço a Deus por ter você em minha vida, pois foi com a sua chegada que aprendi o que significa amar”... Fazem 7 anos que eu as recebi e sempre que as leio, sinto a mesma emoção.

Não que eu seja piegas, só estou tentando compreender como alguém consegue sufocar a saudade com uma janelinha de MSN. E ainda assim, inúmeras pessoas se apaixonam todos os dias dessa maneira. Ah, Ok! Eu confesso: já me empolguei com uma janelinha de MSN! É triste, é lamentável e é platônico!

Sim, platônico, prazer! Ou vai dizer que dá para existir sentimento em uma relação onde não existe toque, cheiro, olhares? Onde não existe uma voz! Ah, por favor, pelo amor da Minha Nossa Senhora Protetora das Virgens Solteiras, como acreditar em meia-dúzia de palavras que você nem sabe para mais quantas estão sendo ditas, e o pior, ao mesmo tempo?!


__Dá para acreditar em tudo que você lê?__

oOo Nany oOo diz:
Vc me ama?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
sim
oOo Nany oOo diz:
De verdade?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
sim
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
mas essa realmente é uma pergunta dificil
oOo Nany oOo diz:
Vc quer alguma coisa de mim?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
vc
oOo Nany oOo diz:
Do jeito que eu sou?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
talvez
oOo Nany oOo diz:
Seria capaz de ceder ou mudar para me fazer feliz?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
depende em q
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
tbm ñ pediria q vc mudasse por minha causa
oOo Nany oOo diz:
Então vc não acredita nessa relação?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
muito pouco
oOo Nany oOo diz:
e vc acha que vale a pena amar alguém q vc não acredita ter futuro?
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
sim
Conrado " móderrélms a fandanguêra,,,." diz:
o amor está sobre todas as coisas



E, olha, que eu nem mencionei a pseudotragédia que é para colocar um fim nessas histórias. Simples, rápido e livre de quaisquer contra-indicações: basta clicar como botão esquerdo em cima do nome da pessoa, marcar a opção excluir contato, após bloqueá-la, e pronto! Você se livrará de um encosto até o próximo fim de semana quando, invariavelmente, conhecerá outra pessoa e começará tudo de novo.

É tudo tão descartável que você não precisa se dar ao trabalho de estar com alguém, basta permanecer algumas horas logado a internet e sua próxima conquista está pronta para ser iniciada.

Desculpa, mas eu deletei isso da minha vida. Quero a tecnologia ao meu favor. Quero que ela mantenha a proximidade, apesar da distância. Quero alguém que se dê ao trabalho de me fazer rir e esteja próximo o suficiente para ouvir. Quero alguém que eu possa ver os olhos brilharem ao sentir o meu perfume. Quero alguém que ao dizer que sente a minha falta possa tocar a minha pele e vê-la arrepiada. E, não der em nada, tudo bem, eu só preciso sentir que foi real.


terça-feira, 24 de março de 2009

Duas colheres de açúcar e uma porção de verdade


Diz um provérbio indiano que “Uma meia verdade equivale a uma mentira inteira”. Difícil aceitar que omissão e mentira compartilham da mesma sentença, mas imagine-se recebendo uma “meia” verdade e, depois de algum tempo, descobrindo a parte oculta. Pois é, você também sentirá o gosto amargo do capim que tem pastado durante todo o tempo. Inevitável!

Talvez, por isso, eu sempre tenha preferido uma dura verdade à uma doce mentira. Confesso não me lembrar de nenhuma ocasião em que a verdade tenha sido consoladora, pelo contrário, sempre me sinto atropelada por um rolo compressor, mas nunca precisei ruminá-la durante dias até ser absorvida pelo meu orgulho. A verdade, por mais dura que seja, não se questiona, e mesmo que não corresponda às suas expectativas, você se sente recompensado pela lealdade, portanto, é mais fácil superá-la.


É, mais uma que se recusa a aceitar a verdade...

Aprendi a valorizar a verdade depois que o meu primeiro namoradinho resolveu que seria mais feliz com uma outra pessoa. Ao invés dele simplesmente colocar um fim na nossa pseudorelação, ele achou que não tinha nenhuma obrigação em me dar qualquer satisfação e eu acabei descobrindo por acaso, quando a irmã dele me disse que a dita cuja tinha passado a noite na casa dela. Hein?! Me amarrota, né?!

Pior foi quando eu perguntei ao cidadão o que tinha acontecido e ouvi um curto e grosso: Nada! Nada?? Nada?? Como, Nada? Por favor, me diz que você não tomou seu Prozac hoje porque, sinceramente, isso é coisa de gente doida!

Durante 9 anos eu convivi com essa situação mal-resolvida. Durante 9 anos eu busquei respostas em todos os meus relacionamentos, tentava analisar as ações, as atitudes, as palavras, as mentiras e as verdades. Eu simplesmente não conseguia superar a falta de uma explicação e isso afetou todas as minhas relações posteriores. Sim, eu sou uma psicopatinha, acontece nas melhores famílias.

E, finalmente, um dia ensolarado de verão, ele entrou no MSN e disse: “Eu estava inseguro com a nossa relação. Você era ciumenta, impulsiva e eu não tinha maturidade suficiente para lidar com a situação, então, me desculpa, mas eu preferi seguir em frente”. Eu não sei explicar o bem que essas poucas palavras me fizeram, mas foi como se de repente tivessem ascendido a luz de um quarto escuro. Consegui ver tudo nitidamente.

A verdade não apenas liberta, ela é o princípio da maturidade, o catalisador das escolhas, o Prozac da alma. Não digo que a sinceridade pura e amarga é a solução de um relacionamento sem traumas, mas ela ameniza a culpa, previne o ressentimento e, principalmente, o faz pensar. A sua verdade pode não ser a minha, e eu também não tenho a pretensão de sempre compreendê-la, porém eu tenho dever de respeitá-la. E se o respeito é a base de qualquer relação, então, meu bem, pode confiar em mim porque a sua base é sólida.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dá para parar com a palhaçada?

Tudo é relativo!

Nunca ouvi nada mais verdadeiro. Seja qual for a situação, sempre existe o ponto positivo e negativo, tudo depende do seu referencial. Difícil é aceitar a condição, principalmente, quando o ponto negativo é exatamente o que recai sobre nós. Explico:

Esse fim de semana reunimos a equipe – um pequeno grupo de amigos composto por 18 mulheres e 5 homens. Bom, quando a galera se junta, o assunto na pauta é o HTP porque além de nos arrancar boas gargalhadas, é divertidíssimo entrar na Guerra dos Sexos! Entre uma bolha e outra, começamos a discutir o último espetáculo que um dos palhacinhos apresentou para nós. Avaliem:

Amiga médica, bonequinha de porcelana, estava ficando com um carinha eu-não-encarava-nem-sob-tortura há alguns meses. Tudo caminhava cor de rosa quando ele resolve fazer da minha amiga uma empresária circense: Olha, eu adoro estar com você e, realmente, você é uma mulher maravilhosa. Tive muita sorte em conhecê-la, mas sabe o que é? Minha ex que está na Conchichina e só volta daqui a 6 meses é muito especial para mim e eu resolvi esperar por ela.

Empresárias circenses: porque tem sempre um palhaço querendo dar show no nosso picadeiro!

Como boas amigas que somos, resolvemos nos solidarizar com a situação e baixamos o Exu no cidadão. Mas, em algum lugar da “Terra Santa de Nossa Paciência”, um outro grupo de amigas devia estar santificando o digníssimo por sua atitude, diga-se de passagem, encantadora. Oras, há de se convir que foi uma p*** sorte ele não cozinhar a mocinha, deixando-a estupefata de raiva quando daqui a 6 meses fosse trocada pela outra.

Depois de longas discussões, cheguei a um consenso de que julgar alguém por uma atitude é quase uma palhaçada tão grande quanto transformar alguém em palhaço. Veja bem, eu posso ficar contrariada por não ter sido escolhida, posso ficar chateada pelo cara ter me dado um fora, posso ficar brava por ter me iludido com a situação, mas não posso chamá-lo de palhaço por ele ter feito uma escolha que não me beneficiasse.

Não estou defendendo ninguém, muito menos nessa situação. O que eu quero dizer é que se fosse a minha amiga a vaca mocinha que estivesse do outro lado do mundo, estaria tudo perfeito.

Então, abro o primeiro manifesto do meu blog: Não dê tantos créditos para qualquer espetáculo! Em outras palavras, coloque-se em outro ponto referencial e avalie se você não está sendo muito crítica. Por favor, saia do seu posto de vítima e procure uma posição de ataque! Ou vai querer convencer alguém que você nunca fez uma escolha errada? Ou que magoasse alguém? Assuma o seu nariz de palhaço, mas com a certeza de que você nem sempre o usou e, em algum momento, o passará adiante.

Esteja certa que você é a responsável pela sua felicidade e, algum dia também fará escolhas para defender uma amizade, um amor, uma paixão... E como diria Leoni, “tudo é relativo se te fazer feliz, me faz feliz... E se a história for sempre assim, melhor para mim!”.


Amigas, não me odeiem! Só estou tentando dar uma nova perspectiva para a nossa dura realidade... Vocês sabem que eu amo muito todas vocês!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Uma topeira em minha vida!

Hoje eu entrei na terceira Crescente, logo após virar à esquerda da Minguante. Então, me dei conta que esse é momento perfeito para excomungar os Exus que ficam assombrando a vida de fiéis religiosas adeptas do comportamento pseudocristão. Ouvi um amém, irmãos? Amém!

Sinceramente, eu só posso acreditar que tem um pé-de-porco amarrado ao meu nome enterrado em algum centro por aí, encomenda das mal-comidas coleguinhas da escola que morriam de inveja do meu cabelo naturalmente liso e loiro que me dava uma particular popularidade entre os catos! Rá!

A verdade é a seguinte: depois de quase 8 anos protegida em um conto de fadas digno de produção da Disney, eis que a vida segue o seu ciclo e eu retomo a batalha por um Shrek que possa despertar a Fiona que existe em mim.

Tenho uma leve impressão que a minha fada-madrinha deve andar ocupada demais...

O problema é que, desde então, parece que houve uma mudança no comportamento macho-fêmea e, ao invés dos homens saírem à caça, são as mulheres que cumprem essa função. Oras, não sou nenhuma santinha hipócrita. Quem sou eu para recriminar essa atitude?! O que me assusta, na verdade, é essa aparente viadagem paciência que acometem os homens.

Tudo bem que eu nunca fui, por assim dizer, um poço de candura e serenidade, mas o que eu estou vendo são homens cada vez mais indecisos, confusos, cautelosos... LENTOS! Quando foi que mudaram a ordem das coisas? Por que ninguém me avisou que os “Machos Alfas” estavam extintos?

Veja bem, adaptar-se a essa nova realidade é até instigante, mas o que acontece é que mesmo você cumprindo todos os requisitos e após atravessar todas as etapas impostas, ainda se depara com um “Relaxa, tudo vai ficar bem!”.

Ahhhhh, mas que P**** é essa, meRmão?! Tá doooooooido?!


Olha, não é exigência, mas um papo reto seria muito bem-vindo, obrigada! Ou será alguém aí sabe dizer o que é “ficar tudo bem”?

Talvez, seria um “eu vou te dar um fora indolor muito em breve”? Ou quem sabe, “você nem vai perceber quando eu sumir de vez”? Ah, já sei, é algo como “eu estou dando um tempo nos relacionamentos e curtindo a vida a 200km/h, mas assim que eu estiver pronto, quem sabe no próximo século, pode deixar que você será a primeira a ser avisada. Por falar nisso, mantenha seus números disponíveis e atualizados, afinal, nunca se sabe quando eu precisarei deles!”.

Não me entendam mal. Eu não quero nenhum pré-casamento. Não procuro um marido. Eu só quero alguém capaz de tomar uma atitude (qualquer uma!!!), o que não deve ser tão difícil, afinal, até o Cafa é capaz disso.

Eu tenho uma teoria: Santo Antônio castiga aquelas que desperdiçam casamento colocando-as no final da fila. Agora, tem que passar por todos esses castigos para aprenderem que homem com H está muito difícil para nos darmos ao luxo de escolher.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ele tem medo!

Minha última mania é ficar vagando de um blog para outro. Durante muito tempo, evitei escrever o meu porque isso me daria mais um motivo para justificar meu tempo excessivo na Internet exercitar a minha criatividade, e eis o perigo!

Enfim, entre os meus acessos favoritos, está o Papo de Homem. Rá! Quem sofre são meus amigos que ficam ouvindo as minhas teorias conspiratórias e, depois de muitos argumentos (e algumas cervas), são obrigados a admitirem que eu estava certa!

E, depois de um dia coçandosaco longo e atarefadíssimo, eu quase consegui ler todo o arquivo do PdH e já estava finalizando a minha leitura quando um post me chamou atenção: “Ele não tem medo de mim!”

Nem preciso dizer que fui levada para a terceira dimensão, em um estado quase de ecstasy profundo.


Melhor do que isso, só se eu acreditasse em disco voador!


Eu explico:

Você conhece um cara, vocês ficam e ele é um fofo (sinal de alerta!). A conversa evolui, o tempo usual do MSN tbm, vocês se esbarram uma ou outra vez, torpedinhos, promessinhas... Tá, tudo muito básico, e...?? E, de repente, “do nada” as coisas mudam. E você fica com aquela cara patética se perguntando: o que eu fiz?!

Quando chegava a esse ponto, eu e a minha ilustre amiga Creuza, já tínhamos uma (suposta) resposta: MEDO!


Machão, hein?! Talvez o seu amigo possa te proteger... Talvez se ele usar um chicote você se sinta mais confiante.


Engraçado?! Eu acho uma viadagem fofo... Juro! =)

A questão é que quando o cara percebe que está diante de uma mulher que consegue ser bonita, inteligente, simpática, independente, e ainda sabe fazer um bolo de chocolate, ele surta. E toda aquela pose de “eu sou o cara” some. De repente, ele se vê sem saber o que falar, sem saber como agir, e atormentado com a simples desconfiança de que “ela perceba” que ele quer tanto quanto ela, o cara resolve se afastar (ou disfarçar, se preferirem). E nós, mulheres? Bem...

A verdade é que para não ter medo de uma mulher, o homem tem que ser muito seguro, confiante e, principalmente, corajoso. Porque não é só medo de largar o mundinho másculo de cachaça e futebol nas quartas (nem vou comentar esse desespero ridículo), é medo de saber ouví-la por inteiro, penetrar em suas idéias, em seus anseios, olhá-la nos olhos, não ignorar nem 1% de sua alma. Medo de estar diante de alguém que possa fazê-lo se apaixonar.

Eu sei o que vocês estão pensando: que conversa de mulherzinha. Ah, confesso, coloquei um toque feminino. Ficou bem melhor, não?! =P

Mas o que interessa nessa história, afinal, é mostrar como nós, mulheres, ficamos impotentes. E diante dessa situação, talvez a única coisa honesta a ser dita seria:

“Não tenha medo de mim!

Não tenha medo de me acariciar demoradamente, de me fazer rir das suas piadas um tanto quanto sem-graça, eu sempre vou rir. Não tenha medo de ver o brilho dos meus olhos, de preencher o meu tempo livre... Ah, não tenha medo de me contar sobre os seus dias, de sentir vontade de me beijar... Eu juro que você não precisa ter medo de me olhar, de ver o quanto eu fico encabulada quando você está por perto... E, por favor, mais do que qualquer outra coisa, não tenha medo de me fazer feliz!”


terça-feira, 3 de março de 2009

Vamos Fugir?

Lembro da primeira vez que vi um comercial das sandálias Rider na televisão. Resumindo, a história era um grupo de amigos viajando juntos, se divertindo em uma praia quase deserta, e a música que embalava o comercial era “Vamos Fugir” gravada, especialmente, pelo Skank.

O que sempre me encantou nos comerciais é sua capacidade de envolver e te projetar na cena, fazendo você desejar aquela emoção. Toda vez que eu via aquele comercial, eu queria viver aquilo. Sem espaço para amor, família, responsabilidade, dinheiro, dúvidas... Sem espaço para nada além do sol, do mar e da diversão.

O mais engraçado é que sonhos nem sempre dizem quando e a hora em que vão acontecer. Na maioria das vezes, simplesmente acontecem. E é preciso estar preparado para reconhecê-lo e agradecer a Deus por lhe dar a oportunidade de vivê-lo.

Há alguns meses eu mudei a minha vida. Resolvi que faria tudo diferente ao que estava acostumada. Eu me permitiria viver sem restrições, a experimentar coisas novas, a ousar. Eu viveria sem me preocupar com o que as pessoas iriam pensar, mas preocupada em me fazer feliz. E foi assim que eu comecei a me conhecer.

Desde então, soube o que me fazia bem e o que me fazia mal. Soube buscar novas oportunidades. Soube dizer não quando tinha vontade, a não fazer média com ninguém só para parecer legal. Soube aceitar quem eu sou!

Agora eu vivo intensamente. Tudo é tão perfeito que até os erros e as desilusões parecem ser uma dádiva. Eu aceito os meus erros e eles não me aborrecem mais. Eu deixo a casa desarrumada quando estou com muito sono, e vou à praia mesmo que meu peso esteja um pouco acima. Eu me divirto no trabalho e acho lindo tudo que eu faço porque sei que fiz o melhor que eu pude. Se não ganhou nenhum prêmio, não tem problema porque o maior prêmio eu já ganhei, o respeito dos meus colegas.

Posso não ter o maior salário, mas o que isso importa? Eu já consigo viver o meu sonho e eu já me reconheço no comercial da Rider. O que interessa se eu ainda não moro em um duplex se o que me faz bem é o sol ardente na minha pele, e o vento que embaraça meus cabelos loiros. E para que se lamentar pelo casamento que não deu certo, se eu posso olhar o mar azul e as amigas lindas a minha volta e dizer: Obrigada! Eu não poderia estar mais feliz. Talvez, não seja a música do Skank ao fundo, mas não foi menos maravilhoso por isso.

O próximo destino já tem roteiro. Espero que Deus continue me abençoando muito para que eu possa marcar através do meu bronzeado os dias felizes que terei.

Você também está convidado a ser feliz... Te encontro no paraíso... Até lá!
 
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