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domingo, 21 de outubro de 2012

A realidade de uma expectativa







Um dia você chega cansada demais do trabalho e cancela o happy hour. Ou, você recebe um convite inesperado e muda completamente os planos. Um dia, você está ocupado e não retorna a ligação. Você deixa o chopp para o final de semana e viaja. Um dia, você percebe que vida tomou outro rumo.

Engraçado como a gente fica esperando que coisas extraordinárias aconteçam. Ficamos confabulando histórias, medindo ações e fantasiando diálogos para ter a certeza de que se irá fazer a coisa certa no momento certo. Momento que talvez esteja ansioso para aparecer na sua vida, numa quarta-feira qualquer só para ter certeza que você irá ignorar completamente porque está cansada demais da academia.

As melhores coisas da vida não são planejadas. A festa que você nem estava querendo ir pode se tornar uma noite inesquecível ou aquela pessoa que você nunca havia notado pode, de repente, não sair da sua cabeça. 

As pessoas tentam não acreditar em destino. Seria tudo fácil demais se simplesmente tudo acontecesse na hora certa, sem qualquer esforço. Mas acreditar em coincidência seria conspirar contra o universo, descartando seu poder cósmico de influenciar a vida das pessoas. Meros mortais.

Vejo a surpresa das pessoas ao abrirem o facebook, ver uma atualização e pensar: “Como? Quando isso aconteceu? Eu estava lá, não estava?”. De repente, se sentem inúteis repassando cada evento ocasional e percebem todas as vezes que, teoricamente, estavam no lugar errado. Ou esse seria o destino agindo para que elas seguissem o caminho certo?

Houve uma vez, num sábado à noite, quando todos tinham planos, eu estava sozinha. Recebi duas ligações e recusei. E numa terceira, um comentário me pareceu intrigante: “Você está em casa, o que tem a perder?”. Eu saí pra uma noite que mudaria totalmente a minha vida nos próximos anos.

Um tempo depois, quando um amigo perguntou: “Vem cá, de onde você surgiu?”, eu tive a certeza de que eu havia sido um acaso, um imprevisto por alguém não querer sair, o extraordinário de um dia qualquer. A vida simplesmente tinha acontecido. E um dia qualquer, ela vai se repetir.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ai, se o dinheiro desse...

Todo mundo tem um amigo rico. Se não rico “de rico mesmo”, pelo menos com condições financeiras mais vantajosas que a sua. E na maioria das vezes, você convive muito bem com essa pessoa. Vocês não podem sempre tirar férias juntos porque ela está sempre viajando para algum lugar fora do País, gastando em Euro, enquanto você, pobre trabalhador, economiza até no almoço para ver se sobra algum para o cinema.

Até aí, tudo bem. Você entende que a vida não é justa com todos e, claro, tem sempre alguém mais fodido que você. De qualquer forma, o cartão de crédito está aí para todos e viajar ficou uma moleza com as superpromoções em 36 vezes à juros módicos (cof cof).

Mas, às vezes, essa diferença é tão gritante que fica impossível fingir naturalidade e você começa a se perguntar: por quê não eu?

Dia desses, um amigo tirou férias e foi para Aspen esquiar, claro que na volta ele teve que passar por Nova York para fazer umas compras. Pouco menos de 3 semanas em terras brasileiras, ele decidiu ir com "a galera” passar o Carnaval em Cancun porque estavam cansados de ir para Salvador todo santo ano.


Pobre do meu cofre que depende das minhas economias para sobreviver...

Minha avó sempre dizia que pai pobre é destino, já marido pobre é burrice. Contudo, nas atuais conjecturas, arrumar um marido rico é mais difícil que acertar na loteria. Logo, sua segunda opção é trabalhar e conquistar a sua pequena fortuna.

E, então, você tem que rezar para não cair na sua própria armadilha ou, no meu caso, no teste vocacional.

Eu ainda me pergunto que merda eu comia para ter escolhido ser publicitária. Justamente eu que acho, sinceramente, que dinheiro pode sim abrir muitas portas, inclusive da felicidade, escolhi a profissão onde você tem que amar muito o que faz para fazer semi de graça.

Obviamente, eu imaginava que fazer uma carreira de sucesso não seria tão fácil quanto sentar no pudim, mas o que eu não desconfiava era que, em alguns casos, a profissão poderia simplesmente estar desvalorizada e, nesse caso, não existe competência capaz de fazer você ganhar um salário de 5 dígitos.

Anyaway, decidi que vou começar a apostar na Mega Sena, na Loto, no jogo do Bicho, na raspadinha... Quem sabe eu não tenha mais sorte com jogos de azar?


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

As velhas novas resoluções de Ano Novo


2010 começou com mudanças.
Ao contrário de 2009 que foi um ano totalmente entregue à reorganização, 2010 será o ano de pouca inspiração e muita transpiração.

Comecei o ano fazendo, literalmente, planos para os próximos 5 anos. Nada de sonhos impossíveis, na verdade, foi só uma lista com tudo que eu realmente desejo para a minha vida. Algumas coisas sei que só dependerão de mim e do meu foco, outras, porém, terei que contar com a ajuda do Divino destino.

Em todo caso, eu sabia que se continuasse fazendo as mesmas coisas que sempre fiz, jamais chegaria a um resultado diferente. Então, à minha reorganização acrescentei muita imaginação.

Reveillon foi com os velhos amigos, muito queridos e todos casados. “5 casais e uma avulsa”. Nome de filme, né?! Pois é, comédia pastelão e sem direito a fins dramáticos. Confesso que achei que não daria conta do recado e, em algum momento, eu iria chutar o balde e parar em Salvador, mas eu passei linda, loira e sorridente, fazendo piada com minha própria condição e me diverti horrores! Rá!

Entramos o ano, literalmente, em uma encruzilhada. O quê? Azar? Pra quem não sabe quais caminhos seguir, talvez. Para mim, foi uma inspiração. Comecei a perceber que as oportunidades sempre existiram, eu que não me sentia pronta ou disposta a agarrá-las. Na maioria das vezes, era eu a minha principal rival, sempre me autosabotando.

Voltei para casa reavaliando todos os meus conceitos. Entendi que eu nunca havia sido livre porque tinha medo de ganhar asas. Com audácia, ri dos meus medos e da minha insegurança. E não é incrível como a vida conspira sempre ao nosso favor?

- “Se joga! O que você tem a perder?”

Eu não sei porque confiei tanto, mas a verdade é que essas palavras chegaram infringindo todas as regras, libertando antigos sonhos, prendendo a coragem para que ela não saísse correndo como uma fugitiva.

Sinto que acabo de descobrir uma porta para o infinito. E diante tantos caminhos, eu não me sinto perdida. Sei que haverão obstáculos que me tentarão a desistir, e me preparo para isso. Entro em 2010 com a determinação de um guerreiro: espada afiada, coração satisfeito, Fé incendiando a alma.

Estou certa de que não podemos ter controle do nosso destino, o que não impede que eu contribua aceitando as batalhas que a vida oferece. Só é possível alcançar a vitória, encarando o desafio. Atalhos são para os fracos. Eu quero a jornada inteira!


Esse deveria ter sido o post do início de Janeiro, mas como dizem que o Ano só começa depois do Carnaval, acho que ainda está valendo! ;-)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Exerça seu direito de ser feliz

Você tem o direito de ser feliz.
E isso não é uma Lei prevista nos Atos da Constituição. É a Lei da vida.
A felicidade é uma prática que você deve exercitar diariamente.
Comece com movimentos simples: espreguice ao acordar, sorria ao desejar um bom dia, almoce com pessoas que lhe tem apreço, dê um abraço sincero ao encontrar alguém que seja importante para você.
Aos poucos, você se sentirá mais seguro e confiante.
Conquiste o direito de ser ouvido e respeite a opinião dos outros. Lembre-se que a verdade não é absoluta e, às vezes, ter razão é indiferente.
Proteja o seu corpo. Não viole o direito que ele tem de ser saudável. Você precisa dele para usufruir o que a vida tem de melhor, então, alimente-se bem e faça algum exercício físico.
Defenda a sua liberdade, mas não faça disso uma desculpa para ser arrogante ou violento. Defender a liberdade é só uma forma de aproveitar a vida sem preconceitos.
Ria, chore, dance, cante. Ame. Perdoe.
Não deixe uma discussão passar de uma discussão.
Encare a vida com a coragem de uma criança, a paixão de um adolescente, a seriedade de um adulto e experiência de um idoso.
A vida vale a pena para quem não espera pela felicidade, mas busca por ela todos os dias.

(Ariane Pimentel)


*Escrevi esse texto para mensagem de Fim de Ano do Procon/ES . A versão veiculada é um pouco mais resumida, então, achei que valeria a pena postá-lo na íntegra!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tempo pra ter tempo



Eu lembro quando minha única prioridade era ele. E como o meu dia só começava quando a janela do MSN piscava e eu recebia o meu “Bom Dia, gatona!”. Não é engraçado como, às vezes, a vida ganha sentido com tão pouco? Basta querermos tanto alguma coisa que simplesmente não precisamos de nenhuma outra.

Foi uma das épocas mais fodidas de maior perrengue da minha vida, mas não importava se fazia sol ou se eu tinha estourado os meus 3 cartões de crédito e o único dia do mês em que a minha conta não estava no vermelho era no dia do pagamento, eu acordava e dormia sorrindo. Dia desses, conversando com um amigo, ele me perguntou o que ele tinha de tão especial, e eu respondi:

- Na verdade, não era o que ele tinha, mas o que ele me dava: tempo.

Não é inacreditável como as pessoas nunca têm tempo para elas? Estão sempre ocupadas trabalhando, pagando contas, resolvendo problemas e se desculpando por não terem tempo suficiente para viverem e, então, alguém lhe dá o que ninguém tem, tempo!

Tempo para prestar atenção nas roupas que você veste, descobrir a cor dos seus olhos, saber a sua comida preferida, entender o seu trabalho, ouvir as suas histórias. Tempo para enxergar o que você é.

Ele me deu tanto tempo que quando não teve mais tempo para mim, eu já sabia ver o meu próprio tempo. Comecei a não exigir tanto da felicidade, mas aproveitar o suficiente de cada momento, sem me importar se seriam longos ou curtos, desde que fossem únicos.

Hoje, eu me lembro de quanto do meu tempo eu dei a ele, e mesmo que ele não faça mais parte da minha vida, estará comigo pra sempre. Porque eterno não é a sua presença, mas o aprendizado que ele me trouxe.

Certamente, ele não foi o homem da minha vida. É como diz aquele velho ditado: “Ninguém entra em nossa vida por acaso”. Sempre nos trazem algo que precisamos aprender e levam algo que já não nos servem mais. Esse é o ciclo da vida. É a renovação que nos permite crescer e, principalmente, aceitar o risco de fazer a vida valer a pena.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Então, é Natal!


Finais de ano são irritantes! Eu até acho bonitinho o clima de Natal, as expectativas pela chegada de um novo ano (aliás, preciso combinar o meu Reveillon. Oi, me convida?), as confraternizações e um mundo feliz para sempre, fim! Mas, até chegar a esse período, você precisa enfrentar shoppings lotados, bancos lotados, ruas lotadas e um mês inteirinho de propagandas ridículas que tentam fazer você acreditar na magia de um Natal com flocos de Neve. Oi, verão ainda não chegou e estamos beirando aos 34˚C.

Não estou mal-humorada. Eu só acho que não é preciso tanto estardalhaço para comemorar uma festa que, teoricamente, deveria ser mais religiosa do que comercial. Todo mundo fala em paz, luz, amor, união e mimimimimi, desde que acompanhado por um lindo embrulho. Isso sem mencionar as reuniões familiares. Não é por nada, mas quantas pessoas vocês conhecem que de-tes-tam seus parentes, mas se sentem na obrigação de fingir que as desavenças acabaram só porque é Natal? Santa Hipocrisia, tende piedade de mim, amém!

E pra quê todas aquelas promessas? Quer fazer a diferença na sua vida? Mude! A qualquer hora, a qualquer momento, hoje, agora, já! Precisa de um primeiro de ano qualquer para fazer isso? O maior estímulo que você pode ter é a sua própria vontade de mudar.

Vamos parar com todas essas apologias de fim de ano. Vá cuidar da sua vida e esqueça as mágoas, os rancores, as traições. Você não é perfeito, provavelmente, também já magoou alguém, ofendeu ou traiu. Perdoar é um exercício que deve ser praticado constantemente, não está relacionado a datas comemorativas. Reúna-se às pessoas que você mais ama e faça questão de mostrar isso a elas, não porque é feriado nacional, mas porque você nunca saberá quando elas ainda estarão lá. E presenteie! Presenteie com amor, com admiração, com respeito. O maior presente que alguém pode receber de você é a sua consideração e a única coisa que você deve esperar é um sorriso. Não há no mundo algo que se equipare ao sentimento de ser o “responsável” por promover a felicidade de alguém, mesmo que momentânea.

Bom, mesmo, seria se esse sentimento de boa vontade que impera entre o Natal e o Ano Novo também estivesse presente na vida das pessoas entre o Ano Novo e o Natal. Sem fingimentos, sem prerrogativas, sem tanta maldade.

Esses são os meus sinceros votos de um Feliz Natal!


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Em nome do amor?!

Dia desses, lendo as notícias, eu fiquei estarrecida com duas notícias intituladas, indevidamente, como “Prova de Amor”, como se fosse possível provar o amor de alguém. Talvez por isso chamam essas provas de loucuras, afinal, só sendo insano para cometer barbaridades em nome do amor.

No primeiro caso, uma mulher de 39 anos fugiu com um homem que tinha acabado de conhecer, literalmente, para viver sua grande história de amor. Além dessa jovem senhora ter deixado a família desesperada por 5 dias devido ao seu sumiço, ela teve a disparidade de dizer que para viver ao lado do “homem da sua vida” valia qualquer coisa.

O “homem da vida” dessa mulher era um assassino com quem ela havia flertado por alguns minutos na estação de metrô. 7 dias depois de terem trocado o primeiro beijo, ela concluiu que ele era mais importante do que sua filha, família, emprego, casa e carro. Abandonou tudo por alguém que disse o que ela queria ouvir.

Sinceramente, eu acho possível se apaixonar em um primeiro olhar, mas acreditar em “amor bandido”? Será que ela pensou que poderia ser personagem de uma das novelas de Manuel Carlos? Será que ela andava tão carente a ponto de confiar sua vida a um estranho? Será que o amor exige esse tipo de risco?

O segundo caso me deixou ainda mais perplexa. Uma mulher traída pelo seu marido impôs como condição do seu perdão a morte da amante. E foi assim que uma moça de 24 anos perdeu a vida. Não estou defendendo a traição, nem me interessa as razões que os levaram a manter um relacionamento, não estou aqui para julgá-los, mas a morte não é uma pena severa demais para uma pessoa que cometeu o erro de se envolver com um homem casado?

E por que ela teve que morrer quando era ele quem tinha um compromisso? Oras, eu já fui traída e sei que no fundo queremos culpar a outra (detesto essa conotação) pela traição do nosso parceiro, mas, francamente, se ele realmente amasse sua mulher teria dito: “sinto muito, mas eu amo minha esposa e não vou magoá-la”.

Tenho medo quando penso do que as pessoas são capazes, principalmente, quando dizem que é “por amor”. O amor não mata, não condena, não machuca. Pelo contrário, o amor perdoa, protege, cuida. Amor é incondicional, não vem atrelado a provas. O amor é doação e não submissão. É estima e não covardia.

Para ser amado, você primeiro precisa se amar. Se olhar no espelho e enxergar o quanto você é única(o) e especial, e se quem está ao seu lado não é capaz de reconhecer isso, então, você também não deveria amá-lo. O amor não vem do outro, está dentro de nós, é por isso que somos capazes de amar qualquer pessoa, a qualquer momento, desde que você se permita a isso.

Como dizia o poeta, "você não pode exigir o amor de ninguém, apenas pode dar boas razões para que o amem. Só porque alguém não te ame como você gostaria não significa que não te ame com tudo que pode", então, não exija provas e não acredite quando alguém diz que pode dá-las a você. O princípio do amor é a confiança, se você já perdeu, não pode perder mais nada.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conto de Fadas da Vida Moderna



Assistindo a novela de Manuel Carlos, Viver a Vida, eu fico imaginando se é possível existir uma mulher com tanta sorte quanto a Helena. Mulher forte, segura, bem-sucedida, que se apaixona por um homem milionário, lindo, gentil, inteligente e, sem quaisquer dificuldades, ela o conquista, casa e vai passar a Lua de Mel em Paris.

É ou não é o Conto de Fadas da vida moderna?

Tudo tão simples que, sinceramente, me senti vivendo em um mundo paralelo. E vindo de mim, isso pode parecer um pouco cínico, afinal, eu sempre fui muito amada, sempre tive boa vida, conquistei uma carreira, tenho sim problemas como qualquer mortal, mas supero todos eles usando um salto 15cm, sorry. O que eu quero dizer é que se para mim aquele mundo encantado vivido por todas as "Helenas" de Manuel Carlos parece algo surreal, imagina para os mais de 170 milhões de brasileiros que vivem com um salário mínimo?

As verdadeiras Helenas: uma vida regrada a muito trabalho,
sofrimento e o sustento da família com 1 salário mínimo/mês.

Eu até entendo o fascínio que as novelas exercem nos telespectadores pelo seu caráter lúdico, afinal, estamos falando de entretenimento. Mas, a cena em que a Luciana, filha do Galã, recebe como presente de aniversário um anel de R$45.000 só porque estava meio brigada com o pai foi um insulto a mais da metade da população brasileira que se enquadra na condição de Classe Média. Gente, estou falando de uma novela em que o núcleo “pobre” reside em Búzios!

Adoro novelas. Assisto sempre que posso, gosto de discutí-las, torço pelos personagens, sofro com seus dilemas e sempre me decepciono com os finais nada surpreendentes (fato!), e por esses motivos posso dizer que “Viver a Vida” tem a audiência digna de uma verba milionária, mas o seu conteúdo parece ter sido retirado de um desses romances vendidos em banca de rodoviária.

Contexto pobre, diálogos fúteis e uma sessão de capítulos que nada acrescentam à trama, passando a quilômetros de distância do objetivo principal que, ao meu entender, deveria mostrar às pessoas que é possível ser feliz e viver intensamente se houver coragem para superar suas limitações.

Desculpe, Manuel Carlos, eu sou apenas uma cidadã que como milhares de outras doam 1 hora de suas vidas para ficar em frente a televisão, na tentativa desesperada de encontrar uma programação de qualidade, e o mínimo que o senhor poderia fazer por nós é nos agraciar com uma história envolvente, sim, mas que não subestime tanto a nossa inteligência.

Enquanto isso não acontece, eu irei preferir a companhia de um bom livro.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A beleza é o princípio do caos


O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.

“Vou apresentar um problema”, disse o Grande Mestre. “E aquele que o resolver primeiro, será o novo Guardião do templo”.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. “Eis o problema”, disse o Grande Mestre.

Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?

Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso, e atirou-o no chão, destruindo-o.

“Você é o novo Guardião”, disse o Grande Mestre para o aluno. Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou: “Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado”.

“Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado - mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto”, disse. “Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente”.

“Nessas horas, não se pode ter piedade, nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo”.

Esse texto é de Paulo Coelho e eu o li em sua coluna no G1. Adorei! Com certeza ele não mudou a minha vida, mas me fez pensar como somos facilmente enganados pelas aparências.


A Bela também não confiava na Fera.
Aposto que o Príncipe da Cinderela não teve esse problema...

Não duvidamos da beleza, talvez, porque quando crianças nos ensinaram que os heróis eram belos e fortes e os vilões sempre tinham uma aparência horrível. Fomos programados para identificar o bem e o mau por seu aspecto físico, e nem adianta dizer que agora somos adultos e deveríamos saber que isso não é verdade. Não, não é. Mas, tente fazer o seu cérebro esquecer todos aqueles anos mantendo-o em estado de alerta sempre que você ouvia “Não faça careta! Isso é uma coisa feia que só os meninos(as) maus(ás) fazem”.

Crescemos acreditando na beleza como sinônimo de pureza. E é por esse motivo que relutamos tanto em nos “desfazer” de quaisquer problemas que não tenham uma verruga na ponta do nariz, e assim será até o fim dos tempos.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Felicidade, pode entrar!


Quem foi que disse que só é possível ser feliz quando existe alguém proporcionando isso a você? Sinceramente, eu penso o contrário: quando estamos felizes, dispomos mais da pessoa que somos e, portanto, atraímos pessoas que complementam essa alegria. Em síntese, a felicidade está em nós, mas isso fica mais perceptível quando temos ao lado alguém para exteriorizar.

Eu sei, meio filosófico. Mas eu quis explicar isso porque ultimamente tenho ouvido coisas como: “Quem está provocando esse sorriso, hein?!”; “Nossa, como seus olhos brilham! Tempo que não a vejo assim...”; “Nanynha, aonde você achou essa felicidade toda que eu também vou dar uma passadinha lá!”. Desculpe desapontar, mas esses sorrisos que eu ando distribuindo é mérito todinho meu.



Demorei 25 anos para aprender que é um desperdício mandar embora as oportunidades que batem à minha porta, só porque eu não tenho garantias de que elas ainda estarão lá amanhã. Sempre querendo pisar em terreno firme, preferia viver na retaguarda porquê, sabe se lá quantas lágrimas poderiam me custar se eu ousasse arriscar uma aventura qualquer.

Sempre aconselhei às pessoas viverem o presente, curtir ao máximo tudo de melhor que o momento pudesse oferecer. O problema é que eu nunca confiei na felicidade momentânea. Se não fosse permanente, então, não merecia ser apreciado. E não adiantava tentar argumentar comigo, eu preferia ter minha paz de espírito à ver minha vida desordenada por causa de uma atitude impensada.

Até que exatamente 2 dias antes de completar mais um ano de vida, comecei a revirar umas fotos antigas e fiquei surpresa ao perceber que, em todas elas, meu sorriso era inigualável. Na maioria das fotos, eu ria com tanta vontade que era quase impossível ver os meus olhos porque quando não estavam fechados, estavam inundados... Eu ria de chorar!

Foi quando me dei conta que desde aquelas fotos muita coisa havia mudado: minha vida estava passando muito mais rápido do que eu gostaria. E, simplesmente, ela não esperava por certezas. As dúvidas eram o que eu tinha de mais concreto. Então, duas opções me restavam: assistir minha juventude se despedir de mim ou desfrutar de tudo que ela poderia oferecer. Não dava mais para esperar apenas pelos dias de sol, seria preciso também contemplar a chuva.

Não tem sido fácil adotar essa nova filosofia, mas tem sido notável as diferenças. E se tudo der certo, com certeza vai dar merda! Mas, como diria Lulu Santos:

... A alegria que me dá isso vai sem eu dizer.
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer.
O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber”.

O máximo que eu posso fazer é estar consciente de que para mergulhar em um mar de rosas será inevitável me ferir em alguns espinhos, mas essa é a única forma de não passar anonimamente pela vida.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

A síndrome do 1/4 de vida


Outro dia, conversando com uma amiga, ela me disse que eu estava enfrentando a crise dos 25. Na hora eu ri, mas dias depois ela me encaminhou esse texto que achei fantástico. Infelizmente, não tinha o nome do autor, então, se alguém souber, só mandar que eu assino.

"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a), etc.

E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'… E às vezes até lhe incomodam. Você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.

Mas, começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu, e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pode lhe fazer tanto mal. Ou, a noite você se lembre e se pergunte porquê não pode conhecer alguém o suficientemente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos, alguns até começam a se casar. Talvez você também, realmente ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado(a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso(a). Você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida. E por mais que ganhar a carreira seja grandioso, você não queria estar competindo nela.

O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…

Então, amanhã teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!

FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!*
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego…*

Talvez, ajude a alguém a se dar conta de que não está sozinho em meio a tanta confusão…"



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Solteira, sim?!


Eu sempre costumo dizer que difícil não é ficar sozinha (o). Difícil mesmo é namorar.

Ficar sozinha (o) é simples: você vai aonde quer, chega quando quer, bebe o que quer, come quando tem vontade, beija quem quiser, dar para quantos merecer e vai seguindo, fim de semana após fim de semana, sem ter a preocupação de dar satisfação da sua vida. Porque nesse estágio você ainda pode chamar sua vida de sua.

Agora, arrume um namorado (a) e prepare-se para as concessões. É claro que existem inúmeros pontos positivos em um relacionamento. Mas, a verdade é que abdicar das suas preferências, fazer a vontade do outro, suportar as investidas alheias, aturar as discussões tolas que invariavelmente se tornam homéricas, e todas aqueles rituais de um relacionamento é um tanto quanto sacrificante.

Por favor, entenda: não estou dizendo que é melhor ficar solteira. Estou dizendo que é mais simples. E é por ser tão fácil que a solidão vicia. Pessoas que ficam solteiras por muito tempo perdem o interesse ou paciência de encontrar alguém. E quando encontram, estão tão confortáveis às suas regras que simplesmente não conseguem abrir espaço e permitir que outra pessoa compartilhe da sua companhia.

A solidão só incomoda no início. Depois que se aprende a conviver consigo mesmo, ela se torna tão conveniente que você começa a ter medo de se apaixonar.

Esses dias uma amiga terminou um namoro de pouco mais de um ano. Como se não bastasse o sofrimento que ela estava passando por ter que enxergar o fim prematuro do seu “felizes para sempre”, ela teve que engolir a reviravolta do cidadão que em menos de um mês já estava conhecendo outras pessoas, digamos, mais profundamente. Eu nunca estive mais feliz na minha vida do que naquele momento. Por favor, eu não estava me deliciando com a desgraça alheia, longe disso! Eu estava com tanta pena dela que mal conseguia esconder a minha satisfação em não ter que passar por isso, de novo.

Ficar sozinho não é só bom, é necessário. É um tempo exclusivamente seu, para ser destinado ao seu autoconhecimento. Quando você está sozinho pode avaliar melhor o que acha certo e errado, ou que admira e o que critica, o que te faz bem e o que te faz mal, o que você precisa ou não para ser feliz. E, me desculpe a prepotência, mas não existe a menor possibilidade de descobrir isso engatando um namoro em outro.

Eu não acredito que as pessoas possam fazer outras pessoas felizes. Acredito que quando estamos felizes, somos capazes de dividir a nossa alegria com outras pessoas, e essa reciprocidade faz parecer que é a outra pessoa que está nos causando o sentimento. Quando você começa a perceber que é capaz de ser feliz sozinho, fica imaginando um motivo maior para escolher entrar em um relacionamento. É nesse momento que escolher a solidão parece ser a opção mais viável. Parece. Não se engane: carinho e afeto são imprescindíveis a natureza humana tanto quanto comer, beber e respirar.

É impossível passar uma vida inteira sem ter tido pelo menos uma decepção amorosa. Permita-se ter o tempo necessário para se refazer, se perdoar e se livrar dos ressentimentos. Passado, seja forte o suficiente para encarar uma nova paixão. Com o tempo a gente aprende, principalmente, que não é preciso um rótulo para se viver uma história. E que estar solteiro é só um termo que não invalida as suas perspectivas, esperanças, sonhos ou promessas de amor.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

It is sunny



Talvez, eu devesse me importar com as coisas que realmente fazem diferença.
Falar sobre a crise, corrupção, fome, Influenza A . Discutir temas que ainda são tabus como a homossexualidade, aborto, eutanásia. Refletir a interferência da tecnologia como fator determinante ao comportamento da sociedade em seu modus operandi. Mas, nada disso parece ter a menor relevância para mim.

Existem tantas coisas que me incomodam verdadeiramente, tantas injustiças que me embrulham o estômago e fazem com que eu tenha raiva do meu egoísmo, por pensar só nos meus problemas tão insignificantes diante das dores que afligem o mundo. E nem assim, eu consigo me convencer de que eu não tenho problemas.

Realmente, é difícil entender essa necessidade de olhar para o próprio umbigo. Difícil assimilar a prepotência que carregamos quando achamos que os nossos problemas são os mais complexos de se resolver. E, talvez, sejam mesmo. Afinal, quem quer solução para os seus problemas? Quem quer uma vida plena e feliz, livre de preocupações que invadem a rotina e consomem a sua estranha paz?

Estamos acostumados com o caos. Somos tão íntimos dessa realidade desatinada que ficamos desorientados só de imaginar uma vida tranquila. Somos obrigados a manter a desordem em nossa vida financeira, pessoal ou profissional só para não nos perdermos da rotina.

Não queremos mudanças, por mais que esteja ao nosso alcance, porque com ela não sabemos lidar. Ela nos provoca medo, ansiedade, porque ela não faz promessas. As mudanças chegam faceiras e vão embora quando bem entendem, sem dar quaisquer satisfações, deixando apenas a pergunta: isso já não aconteceu antes?

Que importância tem o mundo para você? Qual é a diferença entre fazer o que tem que ser feito e fazer o melhor se o resultado é sempre o mesmo? Por que se preocupar com o sentimento de alguém se todos estão programados para sorrir?

Estou me acostumando a ver os dias ensolarados. É mais simples mostrar as pessoas o que elas desejam ver e dizer a elas o que querem ouvir, do que entender o que está errado. Tudo é tão artificial que se tornou quase impossível distinguir entre a verdade e a ilusão.

Nos tornamos máquinas, insensíveis à dor, ao desprezo, à indiferença, às tristezas. Deletamos quaisquer vestígios de emoção para parecermos inatingíveis. Parecemos robôs programados para rir mesmo quando somos consumidos pelo desespero, simplesmente, para não mostrar nossa natureza frágil.

Cultuamos o sol porque ele brilha até quando os dias estão nublados. Fazemos dele nosso principal cartão de visita para que ninguém perceba a tempestade que cai. Assim, podemos lavar a alma, com a certeza de que existe um arco-íris para ser contemplado.


sexta-feira, 3 de julho de 2009

O errado pode dar certo



Definitivamente, eu resolvi me desvencilhar do meu sexto sentido. E sabe o que eu espero ganhar com isso? Nada! Aliás, nada do que eu esperaria ganhar caso estivesse atenta aos sinais.

É simples de entender: nos últimos meses, tudo que eu tenho feito é esperar. Espero a pessoa certa, o momento certo, escolher as palavras certas, tomar a decisão certa. O pior é que todas as vezes que minha intuição diz que estou no caminho certo, tudo dá errado. Então, decidi simplesmente fazer tudo errado para ver se alguma coisa dá certo.

E, por incrível que pareça, fazer tudo que não me parece aconselhável tem me deixado particularmente satisfeita. Acho que é porque fazer escolhas que nem sempre parecem ser as melhores, muitas vezes terminam de um jeito muito melhor do que se espera, exatamente por não haver espera.

É engraçado como simplesmente ignoramos a intuição quando queremos muito que algo aconteça. Fingimos ouvi-la para continuarmos motivados com a nossa escolha, quando na verdade estamos atentos apenas às expectativas.

Criamos uma fantasia tão confiável que é quase possível tocá-la. E sempre que as coisas começam a indicar que o final não será tão lindo como você acredita, chegam as desculpas: “não sei explicar, mas algo dentro de mim me diz que vai dar certo”.

Sério, deveríamos ser equipadas por sirenes que disparariam todas as vezes em que falássemos um absurdo desses. Mas deveria ser um alerta tão ensurdecedor que seria capaz de causar um abalo sísmico. E ainda, assim, eu desconfio que arrumaríamos uma desculpa para o alarme ter disparado em uma situação tão segura.

Quando queremos acreditar em alguma coisa, simplesmente, acreditamos. Não adianta pedir conselho, buscar sinais, farejar rastros. Mesmo diante de um holofote, você ainda ignorará completamente todas as evidências e vai seguir determinada, até que você se cansar com uma frustração após a outra.

E foi depois de tantas investidas mal-sucedidas que optei apenas por fazer o que tenho vontade, sem ficar conjecturando as consequencias. O engraçado é que em alguns momentos, a certeza de que estou fazendo a escolha errada é a minha maior motivação para continuar, como se fosse uma forma de provar a mim mesma que, na verdade, era eu quem estava errada.

Até quando isso vai funcionar, eu não tenho a menor idéia, mas às vezes tudo o que se tem a perder é tão pouco perto do que se pode ganhar que vale a pena o risco. Porque se parar para pensar, nada é certo nessa vida,. Certo mesmo é o presente, a vontade que explode, o desejo que consome, o momento que não espera... É viver cada dia ao invés de esperar pelos dias em que tudo dará certo.

Talvez, seja mesmo o errado aquilo que nos falta para que as coisas comecem a funcionar certo para a gente.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

O intervalo

Se algum dia eu tivesse a chance de voltar no tempo, eu faria tudo diferente. E não é por estar insatisfeita com a minha vida, muito pelo contrário, mas pela oportunidade de viver algo completamente novo.

Eu não sou do tipo de pessoa que acredita em coincidências. Também, não acredito em destino. Acredito em escolhas. São elas que constroem o nosso futuro, mediante as decisões que tomamos hoje.

Talvez, por isso, nunca me confortou aquela conversa de “não era para ser”. Para mim, isso é coisa de derrotado que não consegue arcar com as escolhas que fez. Ora, se não era para ser, por que houve uma decisão a ser tomada? Claro que era para ser, não só era, como foi. E os acontecimentos seguintes foram desencadeados por suas atitudes, ou seja, mais escolhas.

Se não fosse assim, por que teríamos o Livre - Arbítrio? Qual o sentido do Todo Poderoso nos dar o privilégio de escolher se ELE já tinha todo o plano feito?

Tenho uma teoria: para mim, viver é como andar por um longo corredor repleto de portas. Estas portas levam a mais variadas situações do universo. Escolher uma porta não significa permanecer nela, mas será preciso atravessá-la até achar a saída. Por isso, temos pessoas que encontram o sucesso, e outras, o fracasso. Umas se apaixonam milhares de vezes, e outras, apenas uma. Umas aprendem com os erros, e outras insistem neles. Umas encontram a morte, e outras, a vida.

O problema maior é que temos uma tendência a só acreditar em finais felizes. Não contam os erros, as tentativas, as lágrimas, os desafios, os fracassos, os pedidos, os não-atendidos... Às vezes, sinto que vivemos eternamente em uma espera contínua, como se a vida fosse apenas os momentos de pura felicidade e todo o resto apenas um intervalo irrefutável.

Ignoramos que esses intervalos sejam a nossa vida. Perdemos tempo, estagnamos diante da rotina, perdidos na ilusão de uma fantasia, esperamos ter a sorte de acordar no momento certo para aproveitar a oportunidade que se escancara bem a frente dos nossos olhos. Apenas sobrevivemos ao invés de viver.

Por que esperar para ser feliz ao invés de escolher sê-lo? A felicidade nada mais é do que estar satisfeito com tudo que se dispõe no momento. Isso significa que você pode querer mais, e talvez deva, mas consciente de que, por pior que pareça, você está exatamente aonde deveria estar.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cansei de ser sozinho!

É claro que você ouviu falar do manifesto dos solteiros que aconteceu em São Paulo. Sinceramente, foi a coisa mais patética que eu vi acontecer. Mais pareceu um monte de gente a toa, que não sabe aonde enfiar a cara de pau que carrega, ansiosos para aparecer na Globo. Plim. Plim.


Oi, se eu te der meu telefone você me liga?  (Foto: Patrícia Araújo/G1)

Que o mundo anda muito carente, ninguém duvida. As pessoas adoram gritar o quanto são livres, mas detestam ser livres o tempo todo. A verdade é que toda essa solidão é fruto de mundo cada vez mais egoísta. Desculpa, falei!

Queremos alguém do nosso lado, mas não queremos abrir mão das nossas prioridades para construir uma relação. Claro que exigimos que o outro faça isso por nós. Afinal, quem está interessado tem que fazer por onde, certo?! Aham, certíssimo!

Por que estamos sempre esperando que alguém ligue? Ligue você. É você quem está esperando uma ligação. Então, vem o medo de parecer fácil demais, e todo mundo sabe que ninguém dá valor ao que é fácil.

E quando o problema não é a falta de interesse, mas de tempo? Logo, alguém nos aconselha a não abrir mão dos nossos compromissos, afinal, se fizermos isso uma única vez, teremos que fazer sempre porque o outro ficará mal-acostumado.

Queremos parecer independentes, no entanto, estamos sempre buscando segurança. Temos medo da decepção. Temos medo de investir em um relacionamento sem futuro, como se fosse possível prever o futuro de qualquer coisa. Gostamos tanto da comodidade de uma vida vazia que a menor possibilidade de perder o controle das nossas emoções, fugimos. Sabotamos aos nossos próprios interesses enquanto fingimos satisfação em voltar para casa, noite após noite, sozinhos.

O que eu não entendo é porque essas pessoas que conseguem sair às ruas com um cartaz a mão escrito “CANSEI DE SER SOZINHO!” não têm a coragem de mudar. Mudar de atitude, mudar o olhar, mudar o pensamento. Muito fácil dizer que as pessoas não querem compromisso, quando elas próprias são incapazes de assumir um. Fácil se isentar da responsabilidade de não fazer nada além de manter o status “solteiro” no orkut.

Difícil mesmo é dar o primeiro passo. É acreditar que dá para ser feliz com alguém que não carrega a perfeição como principal característica. Difícil é entender que as pessoas erram, mesmo quando estão tentando dar o seu melhor. Compreender que nem sempre será bom, nem sempre será apenas sorrisos, haverá os momentos de tédio, de dor, de lágrimas, e ainda assim, resistir à tentação de desistir. 

Ninguém está preparado para suportar a aflição de encarar os próprios erros. E são nesses momentos que, muitas vezes, precisamos de alguém. Queremos ser compreendidos, apoiados, queremos alguém para nos amar incondicionalmente. Sinceramente, não é impossível ser feliz sozinho, mas descobrir isso pode ser ainda mais sofrido. 


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pequenos Grandes Erros



Para ler ouvindo:
With or Whitout you - U2




Fico pensando se naquele dia a internet tivesse caído, como era costume.
Imagino que eu não conseguiria ler os recados alheios. Recados que eu não entendia o contexto.
Se a internet tivesse caído, eu jamais teria tentado interpretar o sentimento impresso em cinco palavras.

Apenas cinco palavras foram o suficiente para criar uma história inteira na minha cabeça.
Cinco palavras e eu imaginei ter argumentos suficientes para ser arrogante, debochada, orgulhosa... mimada. Era uma frase tão pequena, tão insignificante, e tão poderosa!

Se eu tivesse atendido a sua ligação com o mesmo entusiasmo que eu esperava por você, como será que estaríamos hoje?
Imagino que teríamos tido mais tempo. Nem que fosse para descobrir que não valeu o tempo que tivemos.
Se eu tivesse entendido mais cedo que eu não havia entendido, eu jamais teria perdido tanto tempo me explicando.

Fico pensando se eu, simplesmente, tivesse dito sim a pelo menos um dos três convites que você me fez aquele dia.
Eu não sei se teria sido diferente, mas eu sei que teria sido com você.
Se eu não tivesse tido tanta pressa para encontrá-lo, talvez não teria passado tão depressa. E eu não tive nem a chance de beijá-lo novamente... Deus, como eu quis beijá-lo!

Se hoje, fosse há um ano, eu faria diferente.
Imagino como seria se eu tivesse a oportunidade de consertar um erro. Nem que fosse só pela possibilidade de não contar tantos “se”...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A novela da minha vida - Parte II


Depois de passar a vida inteira sendo tripudiada por meia-dúzia de fedelhos egoístas, consegui mudar de escola. Pronto! Agora eu teria uma vida nova, começaria tudo de novo e esqueceria meu passado triste e infernal. Rá, iludida....

No auge dos meus 13 anos, eu parecia ter uns 18. Além das curvas, estava habituada a companhia de pessoas mais velhas, logo, falava como gente grande. Não demorou muito até que os rapazes percebessem isso, para minha sorte. Ou azar.

Não consegui completar a terceira semana de aula ilesa. O problema agora já não era mais ser a gorducha, eu era a novata! E pior, uma novata que chamava atenção. E muito. Rá!

Não demorou muito para eu conquistar nOvOs e eternos amigOs. Os melhores. Os mais lindOs. Os mais fOfOs. Os mais encantadores. E ninguém acreditava que eram SÓ meus amigos. De fato, às vezes, nem eu acreditava.

Abre parênteses. Todo homem, digamos, fofo, tem a sua legião de fãs. Vamos chamá-las, aqui, de “amiguinhas”. Pois bem, as “amiguinhas” são demoníacas e a sua vida será um inferno. Elas irão falar mal de você, irão convidá-lo para outros programas na sua frente (obviamente, o convite é para ELE, e por favor, não se inclua), irão pular no pescoço do seu cato enquanto você ainda estiver abraçada a ele, irão ignorar a sua presença completamente e, principalmente, irão odiá-la para todo o sempre. Ah, nem pense em reclamar com o bonito, você não vai querer que ele ache você neurótica só porque as “amiguinhas” dele fazem qualquer coisa para estragar o "happy the end" de vocês. Fecha parênteses.

Eu era provocada por pessoas que eu nem sabia o nome. Que eu nunca tinha visto! E elas me criticavam por qualquer coisa. Pelo Amor de Chiquinho, eu nem saía de casa nessa época, eu só tinha 13 anos!

A verdade é que eu nunca consegui parar de me sentir um toucinho. Isso fez com que eu sempre valorizasse outras qualidades. Eu sentia que tinha obrigação de ser simpática, inteligente e educada. Eu não era como as garotas da minha idade, eu não queria ser melhor do que elas, só não queria ser eu.

É difícil estar em uma idade em que precisamos urgentemente ser aceitos, mas não nos enquadramos em nenhum grupo. Não importava se eu tinha ao meu lado os caras que toda garotinha gostaria de ter, na verdade, acho que eu trocaria a realidade pelo sonho delas, só para pode estar com elas.

Aprendi com eles tudo que uma mulher não deveria saber. Eles me davam os conselhos que toda menina deveria ouvir. Eu guardava os segredos que nem sonhava que podiam acontecer. Eu dividia com eles o carinho que todas as outras “amiguinhas” desejavam ter. Mas, não era suficiente. Não era o bastante para que elas gostassem de mim.

As poucas amigas que eu tinha ficavam admiradas com o tratamento que eles me davam. Eu nunca tive um amigo que ultrapasse os limites, e nunca precisei pedir que eles tivessem limites. Acho que foi nessa época que eu descobri que respeito a gente não pede, a gente impõe.

Enfim, pelo que eu me recordo, só largaram do meu pé quando eu comecei a namorar. Namorar de verdade. Ah, antes que eu me esqueça, ele não era um dos meus amigos. =D

O que eu demorei a compreender é que elas nunca me fizeram mal. Aliás, foi o maior bem que eu poderia ter recebido. Enquanto todas aquelas pessoas perdiam tempo falando mal uma das outras, arrumando apelidinhos ou preocupadas em inventar alguma fofoca, eu estava ocupando meu tempo com coisas realmente importantes. Não que eu soubesse que eram importantes, não que tenha sido engraçado, mas com certeza, é irônico.

Irônico porque hoje, quando eu as vejo, tenho vontade de abraçá-las. Talvez, se elas tivessem gostado de mim, eu ainda estaria no mesmo lugar. Talvez, eu seria apenas um rosto bonitinho. Talvez, eu também não tivesse uma carreira. Talvez, minha maior preocupação fosse arrumar um marido. Talvez, eu não tivesse nem uma identidade.

O tempo não fez com que elas mudassem a forma como me olham, nem poderia porque agora eu realmente sei os motivos, mas com certeza fez com que eu mudasse a forma de olhá-las.
Agora, vejo-as de cima!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A novela da minha vida! Parte - I


Ah! As crianças... Como são ingênuas, despreocupadas, divertidas, sinceras e más!
Sim, crianças são malvadas, por isso, têm aquelas carinhas de anjo, apenas para disfarçar. Duvida? Então, prepare os lenços porque eu tenho uma história para contar.

Nunca fui uma menina, digamos, popular. Quando pequena, minha mãe era uma famosa costureira que atendia as madames da cidade. Isso me dava o privilégio de ter uma “personal styler” 24h por dia, que me produzia esplendorosamente para as menores ocasiões. Era o bastante para despertar a invejinha das meninas que não tinham o vestido que a Xuxa havia usado no dia anterior. Claro, porque, além de tudo, minha mãe era rápida na agulha: crie a tendência ou siga a moda. Em cidade do interior isso significa: seja como ela ou fale mal dela. Logo, fui crescendo fofa e só. Tinha os vestidos mais lindos da cidade, mas que raramente saíam do guarda-roupa.

Nessa época, mais ou menos, comecei a descontar toda minha ansiedade na comida. Nada me saciava. Cheguei aos 8 anos vestindo 42, ainda hoje eu não uso essa numeração (e se Minha Nossa Senhora Protetora das Balanças me ajudar, jamais voltarei a usar). Ainda guardo um shortinho simbólico para registro do fato.

Juro! Ninguém tem idéia do quanto é doloroso ser uma criança gorda. E nem é só por causa dos apelidos, aliás, os apelidos são os menores dos problemas. Ninguém quer ser visto com a Balofa e, obviamente, você é o último a ser escolhido nas brincadeiras, afinal, você é lento e não consegue subir nada mais alto do que a calçada.

Tenho poucas lembranças dessa época. Passava os finais de semana com meus pais, no sítio, e durante a semana eu brincava com a Gaby, minha única e fiel amiga. A Gaby era gaúcha e, portanto, o seu sotaque também não ajudava muito no quesito amizade. Éramos apenas nós duas, até que chegou o dia que ela novamente teria que se mudar.

Lembro que comecei a chorar quando recebi a notícia. E continuei chorando quando ela se mudou. Engraçado como meus pais nunca perceberam o quanto eu era sozinha. Eu costumava não reclamar. Já achava ruim demais ser gorda.

Foi quando eu comecei a ter os livros como meus melhores amigos. Lia todos os livros recomendados pela professora, estudava todos os conteúdos, e não só em dia de prova, fazia todos os deveres de casa, e odiava a escola cada dia mais. A minhas notas eram inversamente proporcional a quantidade de amigos. Certa vez, meus coleguinhas ficaram sem falar comigo por mais de 1 mês porque não puderam questionar o nível de dificuldade da prova de Português em que quase a turma inteira havia ficado na média. Quase. A balofa da classe tirara 10.

Foi nessa época que me promoveram a Toucinho. Junto com o novo apelido veio a minha ascensão social, logo após meu pai ganhar as eleições municipais para vereador. Já não era mais digna de ser chamada de Balofa, Pelanca ou Pancinha. Agora, eu era a filha de Seu Fulano.

Vivia em crise existencial. As pessoas só queriam a minha companhia quando isso significava um 10 em seus Boletins, ou seja, trabalhos em grupo, provas em dupla, Feira de Ciências e afins. E aqueles pseudoscretinos ainda faziam questão de desmerecer todo meu empenho dizendo que minhas notas eram um presente dos professores “puxa-sacos”. Os professores me amavam. Eu questionava, era dedicada, fazia os deveres, tirava boas notas... Uai, eram as únicas pessoas que falavam comigo, eu queria agradá-los.

Lógico que toda essa pressão me tornou uma pessoa ansiosa, insegura e MAGRA. Se antes eu extravasava na comida, passei a extravasar no esporte. Ocupava todas as horas do meu dia praticando algum exercício físico. E pouco tempo depois, eu já recebia olhares de todos os menininhos da escola, e o ódio das menininhas.

Fui a primeira da classe a dar um beijo na boca. Tinha uma mobilete enquanto as outras andavam de bicicleta. Foi nessa época que descobri que homens poderiam ser melhores amigos que as mulheres. Claro que eu tive a felicidade te ter como melhor amigo o gatinho da oitava série (eu era sexta) e a infelicidade de me apaixonar por ele, mas isso é história para outro post. . Passávamos o recreio inteiro juntos, ficávamos horas ao telefone e ele vinha à minha casa todos os fins de semana na sua Jog. Pensam que só por isso ficou mais fácil? Enganam-se! Eu era xingada de nomes que nem sabia que existiam.

Arthur me protegia. Pedia para eu ignorar os comentários, assim, plantamos o odinho no coração de muitas menininhas. E era feliz. Ele me fazia sentir especial, eu ria de todas as piadas sem-graça dele, ficava com seus bonés, assistimos o filme do Pateta 13 vezes e ele me ensinava as músicas de todos os desenhos animados.

Era lindo...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Quer romance?!


Eu estava de olhos fechados, então, não pude ver na mão de quem o burro do meu cupido deixou meu pobre coraçãozinho. Agora, estou eu, aqui, tentando interpretar olhares, frases, sorrisos, (beijos?!) para adivinhar quem será o felizardo que me devolverá a sensação de estar apaixonada.

Lembra daquela brincadeira “Passe o Anel”? Pois é dessa forma que vejo a minha vida. Desculpa, mas se não lembra, provavelmente você não teve infância...wherever... Pensei nisso ontem enquanto lia um texto do Arnaldo Jabor (ou assinado com o nome dele, e vai saber...) que recebi . Juro que me senti reconfortada ao perceber que não era a única que tinha reparado a incoerência das pessoas ao dizerem que amam suas vidas de solteiro, mas basta raiar o dia para se lamentarem a falta de “alguém para amar”.

Ora, solteiro, namorando, casado, divorciado, viúvo, enfim, é apenas uma condição civil. No fundo, o que todo mundo quer é alguém para cuidar e ser cuidado, para multiplicar as alegrias e dividir as tristezas, ter companhia para os programas em família, se esquentar em um abraço, roçar os pés debaixo das cobertas, ser lembrado em uma música... E, sinceramente, isso nada tem haver com os beijos furtivos distribuídos a noite, entre um e outro copo de vodka com energético.

“Vida de Solteiro” é apenas uma fase que deveríamos aproveitar para nos conhecer, nos descobrir, amadurecer, o tempo para cicatrizar as feridas e, por fim, voltar ao mundo com o espírito livre e preparado, mais uma vez, para receber as Graças do Universo. Amém! No entanto, o que fazemos é cultivar a ferida, mantendo-a aberta, intacta, para sempre nos lembrarmos do quanto alguém pode nos ferir. Muito espertos, palmas!

Para que se enganar? Realmente, você acha que mentindo para você mesmo está se poupando das decepções? Ehrrr, não!

Quando você faz isso, apenas está se escondendo do mundo, fechando as portas para pessoas que poderiam estar fazendo uma grande diferença no seu dia-a-dia. Isso não quer dizer que você vá abandonar todos os seus amigos, parar de fazer coisas que você adora, viver sufocado em uma relação... Pelo Amor de Deus, você não aprendeu nada com seu último relacionamento? Bom, se você é incapaz de aprender com seus próprios erros, então, merece mesmo viver uma vida vazia, ocupada essencialmente pelo álcool e as noites de insônia. Desculpa, mas alguém teria que te dizer isso!

Entenda que quando você está satisfeito com a vida que leva, isso é transparente em todas as suas ações. Invariavelmente, você não vai chamar o carinha que você conheceu na noite passada de palhaço só porque ele te deu uma cantada ridícula, ou porque passou a semana inteira sem ele ter dado um telefonema. Invariavelmente, você não vai achar que a mulher é um grude só porque ela disse que sente sua falta, ou não vai se achar o máximo só porque ela mandou um torpedo. Se você está satisfeito com a sua vida, entenderá que ela possui fases e, felizmente, você não tem o controle delas.

Aprenda que não existe uma hora marcada para se apaixonar. Simplesmente, acontece daquela pessoa atravessar a sua vida e cabe a você se dar uma oportunidade. Como, também, cabe a você respeitar o momento da outra pessoa, sem julgá-la. Dê a sua vida uma nova perspectiva apenas tirando o seu olhar da rotina. Se é a liberdade que você quer, então, está na hora de abandonar o medo, afinal, tudo que ele impõe são limites.

Bom fim de semana! =)


 
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